O OLHAR DO AUTOGERENCIAMENTO VIVENCIAL SOBRE A AUTODESTRUIÇÃO

O OLHAR DO AUTOGERENCIAMENTO VIVENCIAL SOBRE A AUTODESTRUIÇÃO

15 de setembro de 2019 Off Por Claudio Lima

É triste, no nosso dia a dia, ter conhecimento que pessoas por vontade própria tiraram a própria vida por estarem vivendo momentos de intensos conflitos e sofrimentos e que a autodestruição acabou sendo a solução para o seu sofrimento.

Infelizmente, quando a pessoa é envolvida pelo “desespero,” tem a consciência alterada, devido a isto, tem dificuldade em ver uma luz no fundo do túnel e passa a perceber a autodestruição como a única solução, não avaliando com clareza as suas consequências. Ela quer se ver livre daquele sofrimento, daquela dor.

Envolvida pelo desespero, morrer passa a ser a melhor opção, do que continuar vivo em sofrimento. Vendo assim, tirar a própria vida não parece ser um erro e sim solução. O que nos permite conjecturar que o desespero, estado de consciência em que a pessoa se vê em uma situação sem saída, totalmente incapaz de qualquer ação para sair dela, seja o motivador da autodestruição, embora, os motivos dos sofrimentos sejam os mais diversos possíveis, desde traumas, frustrações, decepções, complexos, desrespeitos, não aceitação de si, etc.

Porém, nos causa incompreensão, o fato de terem a sua disposição várias escolhas e escolherem justamente a da autodestruição. Segundo o AGV, umas das explicações para isso é que devido a sua “praticidade”, não requer delas nenhum investimento de autotransformação, de reflexão, de mudanças de atitudes, de olhar sobre as suas vidas de forma diferente. Basta tirar a vida, simples e eficaz.

Então o que fazer para que essas pessoas não cheguem ao suicídio? No entender do AGV, só evitando que cheguem à situação de desespero.

Como se faz isso? Através de processo terapêutico, desenvolvendo nelas a autoconsciência e autorresponsabilidade sobre a própria vida ; esclarecendo que as escolhas dos motivos que a levam a ter essa ou aquela atitude, está na maneira de perceber e interpretar as suas dificuldades; frisando que é fundamental o seu investindo em si, no desenvolvimento da sua autoconsciência e da sua autorreflexão, da sua maturidade psicológica pois  a qualidade das suas percepções e interpretações estão em relação direta com elas, pois só assim será possível assumir o comando das suas vidas de forma consciente, evitando de serem levadas por pensamentos e soluções inadequadas, impedindo assim, que cheguem à situações de desesperos e a autodestruição.

Nesse processo autoconscientização, é fundamental destacar a importância do poder público, uma vez que, nem todas as pessoas terão condições de pagar por uma terapia, logo, precisamos, através de políticas públicas, construir centros especializados que ofereçam esses serviços, antes que elas sejam levadas à deriva pelo desespero e se matem.

É importante destacar, que o desejo de autodestruições não surge do nada, do acaso e nem é determinado por estímulos externos, nem pelo emocional e nem por causa desconhecida e sim, são construções lógicas arquitetadas pela pessoa, que determinam que sentimento a pessoa irá vivenciar, de como se sentirá diante daquela situação e a emoção, por sua vez, é a forma, a maneira que esse sentimento será apresentado ao mundo, através das suas atitudes e comportamentos.

Autor: Cláudio de Oliveira Lima – Psicólogo – Idealizador e Especialista do Autogerenciamento Vivencial