O PODER DA PALAVRA E O AUTOGERENCIAMENTO VIVENCIAL

O PODER DA PALAVRA E O AUTOGERENCIAMENTO VIVENCIAL

12 de junho de 2020 Off Por Claudio Lima

A palavra expressa partes do pensamento humano, se utilizando de manifestações verbais ou escritas. Para o Autogerenciamento Vivencial, ela estimula, de alguma forma, as pessoas. Mas será que as palavras têm o poder de interferir no nosso agir, de nos transformar?

A resposta é sim! No entanto, percebe-se que a lógica da construção dessa resposta segue dois cominhos:

1ª) Vê a palavra com a capacidade de, por si só, transformar as pessoas.

Nesse contexto, a palavra tem um grande poder nas nossas vidas, uma vez que, será o elemento instigador que nos levará a transformação, nos dando a impressão de que, por si só, tem o poder de nos modificar independentemente da nossa vontade, do nosso desejo. Nesse olhar, terá o poder de nos transformar a partir do momento em que for dita.

Exemplo: Uma pessoa passando por uma situação conflituosa ao ouvir determinada palavra, é capaz de sair da situação influenciada por ela.

2ª) Vê a palavra com um estímulo que tem como objetivo, satisfazer necessidades, carências já existente e conhecida por nós. Ao ouvirmos palavras que correspondam aos nossos anseios e desejos, a nossa lógica de vida, nos motivaremos a fazer aquilo que sabemos e precisamos fazer e nos transformamos.

Nesse caso, a palavra dita se não estiver apoiada em uma lógica cognitivo-vivencial, não possuirá, em si mesma, o poder de influenciar a nossa vida, quanto mais modificá-la. Ditas sem adesão de uma lógica, são vazias, desprovida de força e sentido, sem poder de transformação. Nesse caso, a lógica prevalece sobre a palavra.

A palavra terá apenas a função de satisfazer o que a lógica determina, logo, não motiva a criação da lógica, nem determina o conteúdo da lógica, apenas a explícita. Nesse sentido, de nada adianta evitar dizer a palavra não, se a mente estiver toda estruturada numa lógica de negação da própria vida.

Nesse olhar, não é a palavra que comanda o nosso processo de transformação, e sim, a lógica que lhe deu significado.

Exemplo: uma pessoa deprimida tem consciência que para sair da situação em que se encontra, tem que voltar a se autovalorizar. Qualquer palavra dita nesse sentido, terá, potencialmente, capacidade de motivá-la a se motivar para sair da situação em que se encontra.

Se alguém disser tal palavra, dará impressão de que foi a causadora da transformação. O que não é verdade. Não foi a palavra quem produziu a transformação, mas o significado que ela tem, dentro do contexto da lógica, para a pessoa, naquela situação.

Na verdade, não há transformação, não importa como é entendida, sem participação de quem a deseja. Portanto, não é a palavra que nos modifica, mas o que ela simboliza dentro de nós. Somos nós que decidimos a forma e o caminho a seguir.

Assim, em vez de falarmos do poder das palavras, deveríamos sim nos deter no nosso poder de “autogestão”, já que, as escolhas feitas por nós e as suas lógicas, serão determinantes na nossa maneira de ser, agir e pensar.

Por exemplo: Se a lógica cognitivo-vivencial estiver fundamentada em experiências de autoabandono, o reflexo na nossa vida será depressão, síndrome do pânico etc. A palavra adequada a situação, será aquela que eleva a nossa autoestima.

Cuidado! Palavras ditas apoiadas em uma lógica destrutiva, construirão o caos dentro de cada um de nós.

O poder não está na palavra e nem em quem a disse. Está em nós mesmos.

Autor: Cláudio de Oliveira Lima – Psicólogo – Idealizador e Especialista do Autogerenciamento Vivencial (AGV) e desenvolvedor de uma Psicologia com uma visão Quântica.