SOBREVIVÊNCIA E O AUTOGERENCIAMENTO VIVENCIAL

SOBREVIVÊNCIA E O AUTOGERENCIAMENTO VIVENCIAL

19 de outubro de 2019 Off Por Claudio Lima

Como a nossa mente é livre, impermanente, quântica e lógica, logo, constrói e reconstrói conceitos sobre determinadas circunstâncias, naturalmente, porém, quando pressionada por situações extremadas que, de uma certa forma, poderão nos causar morte ou sofrimentos intensos, dará a elas um caráter diretivo em relação as nossas atitudes, comportamentos e pensamentos, já que as tem como prioridade por, envolver a nossa sobrevivência física e/ou psicológica.

Nota. O artigo não visa os casos de doenças mentais.

Nesse sentido, as nossas ações ficam dependente da intensidade e do nível de dificuldade e urgência das nossas necessidades. Quanto mais intensas, difícil e urgente, mais requererão de nós soluções extremas, mesmo que para isso, seja necessário sobrepor regras, conceitos morais e religiosos e a nossa própria dignidade e em alguns casos, podem nos causar distúrbios mentais.

Dentro da normalidade é fato que os nossos arquivos de memória não se apagam, logo, é importante ressaltar que, mesmo em situações extremas não deixamos de ter consciência do certo e errado. Devido a isso, para agirmos em desacordo a ele, é necessário fazer umas adequações, para que essa ou aquela atitude ou comportamento possam acontecer, sem nos importarmos com as suas consequências. Logo, sem novos significados, a nossa sobrevivência não aconteceria e os nossos desejos não se realizariam.

Exemplo: comer carne humana para sobreviver. Apesar de estar gravado em nossa mente que é errado, o caminho para sobrevivência é mudar a percepção e interpretação sobre comer carne humana.

Percebe-se que, embora o aprendizado do justo, do correto, do permitido, do digno… façam parte das nossas memórias, felizmente ou infelizmente a nossa consciência não consegue impedir que mudemos os nossos conceitos de certo ou errado, ao ser levada pelas nossas necessidades psicobiológicas, instigada pelo nosso instinto de sobrevivência. Uma vez que, sem essas mudanças de consciência, não seria possível mudarmos as nossas atitudes, comportamentos e pensamentos, em relação a essas situações extremadas.

Exemplo: embora tenha consciência que roubar é errado, quando estou envolvido pela fome e não enxergo outra saída, posso mudar o entendimento sobre pegar algo de alguém para comer, não com o sentido de roubar e sim, saciar a minha fome e não morrer, sobreviver.

O sobrevivente é a pessoa que consegue manter-se equilibrada e viva em situações limites (extremas) que, de uma forma geral, teriam motivados distúrbios mentais, psicológicos ou a sua morte.

Enfim! Como vivemos em um mundo de escolhas, o mais importante é saber decidir. Daí a importância da “autogestão” sobre elas, embora, não signifique que não erraremos mais, no entanto, através dela espaçaremos os espaços entre cada erro e diminuiremos o tempo vivido dentro de cada erro. Seremos mais conscienciosos nas nossas decisões.

Acordem para isso: lutar por uma sociedade mais justa, mais humana, mais igualitária, passa a ser de fundamental importância para o país, para o povo e para as nossas sobrevivências psicobiológicas. Menos necessidades extremas, menos distúrbios mentais e psicológicos, menos violências, menos sofrimentos.

Autor: Cláudio de Oliveira Lima – Psicólogo – Idealizador e Especialista do Autogerenciamento Vivencial.