Impermanência Psicológica e o Autogerenciamento Vivencial

Impermanência Psicológica e o Autogerenciamento Vivencial

7 de maio de 2019 Off Por Claudio Lima

Para explicar a natureza livre da nossa mente na construção e reconstrução das nossas realidades psicológicas presentes, o Autogerenciamento Vivencial (AGV) criou a expressão Impermanência Psicológica.

Baseando-se no conceito de que impermanente é o que não se mantém de maneira permanente, ou seja, que pode ser mudado. Ao incorporá-lo ao nosso mundo psicológico, tornou-se possível conceber uma mente mutante e criativa, que pode mudar a cada conhecimento ou a cada desejo, além de uma percepção e interpretação transitória e flexível sobre nós mesmos, sobre o outro, sobre acontecimentos, sobre o nosso presente.

Graças ao conceito de impermanência psicológica, tornou-se possível novas leituras sobre o nosso mundo psicológico e como consequência, a construção dos conceitos de multiplicidade psicológica, plasticidade vivencial, transitoriedade vivencial e a compreensão e o autogerenciamento das nossas percepções e interpretações psicológicas (autopercepção, autogestão, autotransformação).

Ela nos possibilitou ter novos entendimentos sobre o nosso mundo psicológico e a nossa dinâmica de autoconstrução e autotransformação, ao nos permitir estar em constante transformação.

Realmente é uma qualidade superimportante dentro do nosso contexto psicológico, ao nos envolver e nos possibilitar sermos diferentes a cada propósito, gerando novos entendimentos, nos consentindo reinventar a vida a cada momento, para o nosso bem ou mal, no instante em que quisermos, nos capacitando a nos mudarmos eternamente.

O grande desafio psicológico é gerenciar essa qualidade da mente, de forma construtiva nas nossas vidas, já que a sua manifestação está sobre o julgo dos nossos desejos, dos nossos propósitos, das nossas escolhas, das nossas interpretações, do nosso querer, do nosso acreditar e agir, do nosso nível de autoconsciência e autorreflexão, da nossa maturidade e  saúde psicológica.

Também nos sinaliza que em relação ao tempo presente, as nossas percepções e interpretações não foram construídas para durar para sempre, já que o nosso presente está em constante mudanças. O grande perigo, é que devido ao nosso livre arbítrio, podemos nos aprisionar a determinadas realidades psicológicas passadas ou imaginadas no presente, até os nossos últimos dias de vida.

Outro ponto a destacar, é que devido à sua natureza psicológica e a nossa consciência ser lógica e flexível e não ao emocional, ao inconsciente e ao neurológico, exceção no caso de doenças, que as nossas vivências são impermanentes, ou seja, elas existem a partir das percepções e interpretações construídas por nós, em dado momento. Ao mudá-las, as nossas vivências também mudarão.

Outro ponto interessante é que não precisaremos, a qualquer tempo, ficar justificando os nossos erros ou apontando culpados pelas dificuldades que estamos passando. Teremos a consciência de que a nossa ligação com os acontecimentos existe por um tempo, qualquer esforço, de nossa parte, para mantê-los permanentes, poderá nos custar momentos de tristeza, de sofrimento, de depressão, de vida etc.

Para cada acontecimento, sempre haverá a possibilidade de opções diferentes (sofrer/não sofrer, ir/não ir etc.) e a troca das mesmas. Entender isso é de extrema importância, pois nos permitirá cessar o nosso apego exagerado ao vivido.

 É importante voltar a destacar que no mundo psicológico não existe neutralidade.

 Enfim! Compreender a nossa impermanência psicológica dentro do contexto presente, lógico, consciente, interativo, subjetivo e psicológico e não emocional, inconsciente, comportamental e neurológico, nos é de extrema importância, como também, entender a “inevitabilidade” da nossa necessidade psicológica presente em estar sempre em constante mudanças. O mundo psicológico é quântico.

Para refletir:

Como é importante termos consciência do nosso aprisionamento a determinadas verdades sejam elas: pessoais, filosóficas, científicas, religiosas ou imaginária e, o quanto elas limitam o nosso pensar, agir e viver.

Autor: Cláudio de Oliveira Lima – Psicólogo – Idealizador e Especialista do Autogerenciamento Vivencial (AGV) e desenvolvedor de uma Psicologia com uma visão Quântica.