Multiplicidade psicológica

Multiplicidade psicológica

26 de julho de 2019 Off Por Claudio Lima

Devido à natureza impermanente da nossa mente, o Autogerenciamento Vivencial buscou através do conceito de multiplicidade psicológica explicar como a nossa realidade psicológica também é impermanente, podemos criá-la e mudá-la a qualquer tempo. Porém, a sua criação e mudança está à mercê das nossas percepções, interpretações e desejos.

Segundo o conceito de multiplicidade psicológica, a nossa realidade é fruto de uma construção psicológica, subjetiva, lógica e consciente, se permitindo ser gerenciada por nós, através de encadeamentos lógicos e conscientes. Sendo assim, podemos construir e reconstruir infinitas realidades psicológicas, a qualquer momento, a qualquer tempo, a qualquer desejo.

Bom e preocupante, já que a qualidade dessas realidades irá depender da nossa maturidade psicológica e do nosso nível de autoconsciência e autorreflexão no momento das escolhas.

Nesse sentido, não há dúvida que somos nós os responsáveis pelo “significado”, pela “qualidade” e pelas “consequências” das nossas realidades psicológicas. Embora em alguns momentos a vida nos apresente motivos para sermos infelizes, mas na verdade, quem sempre decide que realidade construir e viver, somos nós.

Sacou o perigo! Se a realidade criada por nós restringir o nosso olhar sobre as nossas vidas, acabará nos aprisionando e limitando o nosso viver e o entendimento sobre ela.

Exemplo: aos nos fixarmos em acontecimentos vividos sejam eles de frustração, decepção, sofrimento, revolta, etc., não haverá como aproveitar o presente na sua integralidade e estaremos, sem sombra de dúvida, limitando o nosso viver no dia a dia.

É importante destacar que pessoas com doenças mentais estão fora desse contexto.

Outro ponto a destacar. Através da multiplicidade psicológica também é possível explicar “o porquê” as pessoas são diferentes entre si, nas suas atitudes, comportamentos e pensamentos.

Enfim! No mundo psicológico a nossa mente não está presa ao tempo (passado, presente e futuro) e nem ao finito, nem ao certo ou errado ou ao justo ou injusto, segue ao que propomos ser. Logo, “iluminar” as nossas consciências sempre, sempre, sempre……., infinitamente, é o caminho para um ser e viver essa vida com harmonia e alegria de forma ajuizada.

Cuidado!

  • Quando acreditamos em algo, tornamos parte dele.  
  • Quando não temos consciência de quem somos, servimos aos nossos conflitos.

Lembrete:

A terapia tornou-se possível devido aos conceitos de multiplicidade psicológica, que é a capacidade de criar realidades e do conceito de plasticidade vivencial, que é a capacidade de se “adaptar” ou “modificar” à nossa maneira de “ver e viver às nossas realidades psicológicas.

Autor: Cláudio de Oliveira Lima – Psicólogo – Idealizador e Especialista do Autogerenciamento Vivencial.