PERCEPÇÃO PSICOLÓGICA E O AUTOGERNCIAMENTO VIVENCIAL

PERCEPÇÃO PSICOLÓGICA E O AUTOGERNCIAMENTO VIVENCIAL

29 de abril de 2021 Off Por Claudio Lima

Percepção psicológica, termo criado pelo Autogerenciamento Vivencial (AGV) para diferenciá-la das outras percepções já conhecidas.

Percepção psicológica é o ato pelo qual damos existência ao nosso mundo psicológico. Ela é orientada inicialmente pelos nossos instintos e à medida que crescemos pelos nossos conhecimentos cognitivos e vivenciais.  Sem ela a Psicologia não existiria, nem os nossos conflitos, traumas, complexos etc.

Ela representa a capacidade que a mente tem, de perceber psicologicamente o mundo que nos envolve, de acordo com a nossa compreensão, seja cognitiva e/ou vivencial, em dado momento, fornecendo informações sobre os elementos instigadores (reais ou imaginários) a mente, para que ela elabore as interpretações psicológicas sobre eles.

Essas interpretações psicológicas, por sua vez, darão vida as lógicas psicológicas e essas, por sua vez, irão determinar as nossas atitudes, comportamentos e pensamentos em relação aos elementos instigadores.

Cada pessoa percebe objetos ou situações de acordo com os aspectos que têm significado para si própria. Sendo assim, é capaz de criar as suas realidades psicológicas, como transformá-las, mudá-las, se tornar prisioneiros ou fugir delas. Logo as percepções psicológicas são lógicas, consciente, subjetivas e transitórias, podendo mudar a cada momento, a cada compreensão e a cada desejo.

O modo como “se percebe” os acontecimentos, é fundamental na edificação das lógicas psicológicas e na determinação de qual realidade psicológica irá viver. Se for guiada pela imaginação, por conflitos, revoltas, doenças psiquiátricas etc., deformam as realidades psicológicas. Aí é que mora o perigo!?

A percepção psicológica é o ponto fundamental da terapia. Se não a modificar, não haverá como mudar a interpretação dada numa determinada situação. Nesse caso, não haverá nenhuma mudança psicológica em relação a ela e como consequência, nos nossos pensamentos, nas nossas atitudes e comportamentos. Lidar com essa transitoriedade perceptiva é o grande desafio psicológico das nossas vidas e dos terapeutas.

Nesse sentido, o objetivo do processo terapêutico e nos fazer refletir sobre o que está nos acontecendo e suas consequências, para que, aí sim, possamos mudar as nossas percepções psicológicas sobre os fatos, construindo assim, outras interpretações psicológicas sobre o vivido, mudando assim, o nosso pensamento sobre eles e como consequência, a nossa realidade psicológica.

Graças a natureza livre da nossa mente é que se tornou possível ter múltiplas percepções psicológicas, como também, mudá-la por nós mesmos ou instigados por novas consciências dos fatos (terapia) ou levados pela nossa imaginação.

É importante ressaltar, devido a essa liberdade mental, também, corremos o risco, de nos fixarmos em percepções que nos produzem sofrimentos, como também, após mudá-la, voltarmos a anterior.

Estar atento ao gerenciamento das nossas percepções psicológicas é de extrema importância.

Para refletir.

Devido ao fato de todos nós nascermos com a qualidade do perceber, não há como negar que a percepção psicológica é um fenômeno natural nas pessoas. Ela existe indexada as pessoas.

Nesse entender, a Psicologia faz parte de todos, somos todos psicólogos, a única diferença entre as pessoas e os psicólogos é o seu aperfeiçoamento teórico e técnico. Achar que Freud ou outro qualquer à criou é viver na ignorância.

Outro ponto a refletir.

De acordo com que foi exposto acima, a Psicologia é a ciência do pensamento e não do comportamento, pois é através dele que construímos nossos comportamentos e não o contrário.

Em pleno século XXI os psicólogos continuam a idolatrar conhecimentos antigos, transformando-os em eternos. Conhecimentos esses que não mais correspondem ao momento atual.

Acordem psicólogos! Vocês precisam construir novas teorias, conceitos e técnicas. Precisam sim, se libertar desses conhecimentos ultrapassados e dos das outras ciências que o conduzem para se tornarem senhor de si.

Parar de ser conduzido por esse desespero de se dobrar compulsivamente aos interesses dos outros, se despersonalizando, só para ter um emprego, executando funções que nada tem a ver com a verdadeira Psicologia.

Autor: Cláudio de Oliveira Lima – Psicólogo – Idealizador e Especialista do Autogerenciamento Vivencial (AGV) e desenvolvedor de uma Psicologia com uma visão Quântica.