PERCEPÇÃO PSICOLÓGICA, SUAS IMAGENS IDEALIZADAS NA VISÃO DO AUTOGERENCIAMENTO VIVENCIAL

PERCEPÇÃO PSICOLÓGICA, SUAS IMAGENS IDEALIZADAS NA VISÃO DO AUTOGERENCIAMENTO VIVENCIAL

10 de maio de 2021 Off Por Claudio Lima

O mundo psicológico embora lógico, nem sempre é real, em razão de ser vulnerável a imaginação. Pense nisso!

Idealizar – imaginar(-se) de maneira ideal; criar na imaginação; fantasiar, idear.

O processo de construção da imagem idealizada, inicia-se com a percepção psicológica do elemento instigador que nos desequilibra, a seguir, a construção do pensamento em relação a ele e depois, a sua materialização através das palavras faladas ou escritas, das nossas atitudes e comportamentos e das artes.

Nesse olhar, não é a palavra que é poderosa e sim o pensamento que deu vida psicológica ao elemento instigador. A palavra dita (falada ou escrita) é apenas a expressão do pensamento. Vamos lá!

Para o AGV, imagem idealizadas, são imagens criadas por nós para lidarmos com “situações” que nos desequilibram psicologicamente, sejam elas: complexos, traumas, decepções, frustrações etc. identificadas e nomeadas pelas nossas percepções psicológicas e organizadas pela imaginação em forma de pensamentos. Em razão disso, trata-se de um ato psicológico consciente, lógico e subjetivo.

O processo da sua construção, inicia-se na nossa mente pela percepção dos elementos instigadores que nos desequilibram, depois de interpretados, cabe a nossa imaginação, elaborar e redigir os seus contextos. Dar vida a elas. Em razão disso, podemos dizer que é nossa mente, instigadas por nós, quem as crias e se aprisiona a elas de acordo com os objetivos que as criamos.

Esse aprisionamento, embora consciente e lógico é desejado, em razão de nos aliviar das tensões produzidas por esses conflitos, todavia, pode ser temporário, em razão da mente humana ter capacidade e flexibilidade para construir e reconstruir imagens idealizadas de acordo com os nossos anseios.

Tudo dependerá de novos desejos despertados em nós, por novos conhecimentos sejam próprios ou adquiridos, porém, só isso, não será suficiente para mudarmos, precisamos de algo mais, do nosso querer, acreditar e agir. Sem eles as transformações não serão possíveis, visto que, em termos psicológico, nada acontece ao acaso, haverá sempre elementos instigadores envolvidos e objetivos a serem atingidos.

Embora esse aprisionamento da mente as imagens idealizadas restrinja o nosso olhar sobre elas, não bloqueia a nossa capacidade de analisar o nosso envolvimento com elas. Temos consciência das nossas próprias atitudes, sabemos o porquê, contudo, em alguns casos, temos dificuldade em superá-las. Daí existir a terapia.

Outro ponto a ser destacado, é que as imagens idealizadas podem ser utilizadas com o intuito de “transferir” para o outro ou mesmo para a vida a responsabilidade pelas nossas complicações vivenciais. Nessas situações, basta encontrarmos culpados, que nunca será nós mesmos, é claro. Viveremos a ilusão de que agindo dessa maneira, os nossos conflitos vivenciais serão removidos da consciência.

Na verdade, o que buscamos através das idealizações das imagens é construir “autodefesas” sobre as situações que nos desequilibram psicologicamente, em razão de termos dificuldade em assumir os nossos pontos fracos, os nossos erros etc. Atribuir aos outros, a vida as nossas próprias fraquezas é uma saída.

Agindo assim, subentende que as imagens idealizadas servem de fachada para ocultarmos conflitos íntimos, com o objetivo de evitar que sejamos tão evidentes ao olhar dos outros. É uma tentativa inadequada de solucionar conflitos internos e externos.

Por causa disso, quanto mais “significativas” forem as “imagens idealizadas”, mais vulneráveis seremos a elas e maior serão as nossas necessidades de afirmá-las, correndo o risco, ao nos defendermos, de incorporá-las, de tal maneira, que teremos dificuldades para reconhecermos a nossa real realidade. 

 Infelizmente, o que se nota, em alguns casos, embora tenhamos consciência de que agindo assim não iremos superar os nossos conflitos psicológicos, continuamos de forma obsessivo-compulsiva, revalidando tal forma de agir, na esperança de que algo inesperado possa acontecer e transformar as nossas vidas.

Enfim, ao negarmos a nossa participação na construção das nossas imagens idealizadas, significa que não aceitamos a responsabilidade pelo que somos psicologicamente, investindo, de forma inadequada, no ser que pensamos ser. Nunca esqueçamos que temos habilidade para nos enganarmos.

Eu encantador de mim, busco nos meus devaneios um refúgio, um porto seguro para os meus complexos, medos, conflitos, traumas etc.

Para refletir:

“Todo tempo é tempo para autotransformação.”

Autor: Cláudio de Oliveira Lima – Psicólogo – Idealizador e Especialista do Autogerenciamento Vivencial (AGV) e desenvolvedor de uma Psicologia com uma visão Quântica.