SENTIMENTOS, SUA DINÂMICA NO OLHAR DO AUTOGERENCIAMENTO VIVENCIAL

SENTIMENTOS, SUA DINÂMICA NO OLHAR DO AUTOGERENCIAMENTO VIVENCIAL

15 de julho de 2021 Off Por Claudio Lima

Como já visto em artigos anteriores, o Autogerenciamento Vivencial (AGV) tem como inovação a troca do eixo racional/emocional pelo cognitivo/vivencial, abandonando a visão emocionalistas como a causa das nossas atitudes, comportamentos, pensamentos e dos nossos conflitos, o que lhe permitiu ter um novo olhar sobre o mundo psicológico.

Com a valorização do eixo cognitivo/vivencial, o sentimento (ato de sentir) passou a ser visto como “uma força” que integra a nossa estrutura psicofisiológica. Essa força participa e dá predicado a cada pessoa, durante o seu processo de desenvolvimento e interação. Ela pode ser direcionada ao próprio ser (autoamor), ou, então, ser dirigida a outros seres (amor).

Tal força, predominantemente inata e afetiva, precisa de estímulos internos e externos, ou melhor, de um elemento instigador e sua lógica, para saber que sentimento sentir e que emoção “expressar “, em relação a esse sentimento.

Entendendo emoção como um conjunto de respostas motoras que o cérebro expressa no corpo, em relação ao sentimento vivido. Nesse sentido, uma parte do processo de sentir se torna pública, uma vez que as pessoas as percebem. “Emoções ocorrem no corpo. Sentimentos ocorrem na mente.”

O processo de sentir se inicia com a percepção e interpretação psicológica do elemento instigador, dando origem a lógica cognitivo-vivencial ou psicológica e esta, por sua vez, orienta a força do sentir na escolha do sentimento que a pessoa irá vivenciar (medo, raiva…) e concomitante a maneira que irá expressá-lo, por meio da emoção, para o mundo exterior, como também, determina a sua intensidade, duração e forma de sentir.

Haja vista que cada um de nós, após perceber e interpretar uma dada situação, estipula o valor dela para si.

A força do sentir, embora exista por si mesma, necessita de uma lógica psicológica para saber que sentimento vai escolher e expressar através da emoção.

Prestaram a atenção! Sem razão não há emoção para expressar. “A razão antecede a emoção”.

Por exemplo, uma lógica psicológica que tenha como elemento instigador uma situação de temor, “despertará” na pessoa sentimento de medo e como consequência, expressará uma emoção composta de expressões físicas e psicológicas de medo, tornando-se força do medo.

Prestaram a atenção! É o medo como elemento instigador presente na lógica e sua percepção e interpretação psicológica, que darão sentido à referida força, tornando-a força do medo.

A força do medo poderá seguir dois caminhos: um construtivo, que preserva a vida e a integridade psíquica; e outro destrutivo, que bloqueia a capacidade de autoconsciência/autorreflexão, de analisarmos a situação, interferindo, assim, na qualidade da nossa percepção e interpretação psicológica, logo, no nosso modo de interagir com o que nos acontece, podendo gerar conflitos psicológicos com intensos sofrimentos. Síndrome do pânico é um exemplo.

É importante entender que o medo não surge do nada, como algo estranho que nos domina. Ele faz parte da nossa natureza; é natural, como a ansiedade, a raiva etc. Não traz em si, nada que o torne ruim ou anormal e, sim, de acordo com a lógica que o constitui, poderá gerar ou não conflitos vivenciais.

É um processo que se caracteriza pela individualidade, envolvendo os nossos conhecimentos cognitivos e a nossa maturidade psicológica. Cada pessoa entenderá cada situação vivida, de acordo com a sua compreensão.

Logo, não há como negar a importância do gerenciamento das nossas lógicas psicológicas em relação aos nossos sentimentos e das suas expressões emocionais nas nossas vidas, já que revelam para as pessoas, o nosso “estado psicológico”.

Notas:

  • Para os emocionalistas a emoção sobreponhe a razão, nesse caso, não há como existir a terapia. Sem reflexão não há transformação.
  • Na verdade, os emocionalistas transforam o emocional, num “mecanismo de defesa” que é utilizado por nós, para justificarmos as nossas atitudes e comportamentos inadequados, tirando de nós a responsabilidade sobre os nossos atos.
  • É a lembrança do acontecimento e do sentimento envolvido que desperta em nós a emoção determinada por ele, para essa ou aquela situação.
  • Não existe memória emocional, razão emocional, inteligência emocional, conflito emocional, terapia emocional etc.  Criaram esses conceitos para justificarem os seus conceitos emocionalistas, porém, não correspondem à realidade. Eles sabem que sem a razão a emoção não existe. A razão antecede e dá vida a emoção.
  • Esses desmembramentos são subterfúgios criados por eles para dar cientificidade a sua teoria. Eles sabem que sem a razão não há como sustentar uma teoria, um conceito etc. Porém, ao criarem a razão emocional, se contradizem ao falar que a emoção sobreponhe a razão. Ou a razão emocional é diferente da razão (faculdade de raciocinar, apreender, compreender, ponderar, julgar) ( raciocínio que conduz à indução ou dedução de algo.)?
  • O nosso mundo mental é psicológico e não emocional.
  • Que tal criarmos razão psicológica, memória psicológica, inteligência psicológica etc.

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Autor: Cláudio de Oliveira Lima – Psicólogo – Idealizador e Especialista do Autogerenciamento Vivencial (AGV) e desenvolvedor de uma Psicologia com uma visão Quântica.