OS DESAFIOS E CONSEQUÊNCIAS DA SOBREVIVÊNCIA FÍSICA E/OU PSICOLÓGICA NOS HUMANOS, NO OLHAR DO AUTOGERENCIAMENTO VIVENCIAL – AGV
8 de maio de 2026Antes de começar, é importante ressaltar que a nossa consciência é negociável.
Vamos lá!
Nós humanos vivemos em constante desafios, sejam de sobrevivência física e/ou psicológica. Tais desafios requerem de nós autogestão, seja do nosso mundo físico e/ou psicológico.
Não podemos esquecer que a qualidade da nossa autogestão, depende do elemento instigador destacado por nós e da nossa percepção e interpretação psicológica sobre ele e da nossa maturidade psicológica ao avaliar a situação.
Vamos lá!
Entendendo a luta pela sobrevivência, seja física ou psicológica como uma força com poder de sobrepor qualquer regra pessoal, social ou religiosa, já que o seu objetivo principal é nos mantermos vivo tanto fisicamente como psicologicamente. O perigo! É que ela não leva em conta o que se tenha que fazer.
Como as nossas ações e suas qualidades são dependentes dos elementos instigadores destacados por nós e das nossas percepções e interpretações psicológicas sobre eles e das lógicas psicológicas advinda dessa conjuração, poderemos agir de forma perigosa para nós, para os outros e para a sociedade, produzindo consequências desastrosas para todos.
Veja bem!
Nas situações que somos pressionados por desejos, necessidades e situações extremas, daremos a elas, um caráter prioritário e diretivo em relação as nossas atitudes, comportamentos e pensamentos.
Quanto mais intensas, difíceis e urgentes, mais irão requerer de nós soluções extremas, mesmo que para isso, seja necessário sobrepor regras, conceitos morais e religiosos e a nossa própria consciência e dignidade.
Nessas situações, precisamos da nossa autoconsciência, autorreflexão e da nossa maturidade psicológica para estar atentos aos seus ditames, já que eles podem apresentar auto potencial de sobrepor as nossas verdades, crenças, dignidades etc., nos levando a praticar ações, que podem produzir consequências ruins para nós, para os outros e para a sociedade.
Como já dito, as nossas ações são construídas e dirigidas por elementos instigadores e suas interpretações psicológicas e das lógicas psicológicas advinda desse conluio, logo, são ações pensadas e criadas por nós. Não há perda de consciência do certo ou errado.
Temos a consciência de que estamos fazendo algo errado, fora das regras, porém, mesmo assim, o fazemos, levados pela necessidade de nos mantermos vivo fisicamente ou psicologicamente a qualquer custo.
Lembrete! Aqui, também se encaixa os casos de corrupções, levar vantagem não importa como etc.
Logo, não há dúvida, que existe um processo reflexivo anterior a ação. Não acontece do nada. Agimos tendo consciência das nossas ações.
Ou seja, mesmo em situações extremas, não deixaremos de ter consciência do certo e errado. Em razão disso, para não agirmos em desacordo com nossas atitudes, comportamentos e pensamentos, se fazem necessários adequarmos a elas, ou seja, criarmos justificativas, para que essa ou aquela atitude ou comportamento possam acontecer, sem nos importarmos com as violações das regras. Sem sentimento de culpa.
Isso se torna possível, devido aos conceitos:
- de raciocínio psicológico – que é a capacidade que qualquer pessoa tem de estruturar os seus pensamentos, de acordo com os seus entendimentos e interesses.
- de inteligência lógica psicológica (ILP) é ela que nos permitirá identificar, criar, corrigir, gerenciar os nossos pensamentos, as nossas interpretações e suas lógicas psicológicas que estão nos levando as mudanças de consciência ou a construção e solução dos nossos conflitos.
- de “autogestão”; que você é capaz de gerenciar o seu mundo físico/cognitivo/psicológico;
- de caos psicológico;ocorre quando a mente humana entre em conflito com a lógicas psicológicas elaboradas por ela para determinados elementos instigadores.
- de “impermanência psicológica”; que o mundo cognitivo/psicológico pode mudar a todo momento;
- de “multiplicidade psicológica”, que é a capacidade e a flexibilidade que a mente humana tem de construir e reconstruir realidades psicológica de acordo com os nossos desejos, necessidades, interesses etc.;
- de “flexibilidade psicológica” que é a capacidade psicológica que a mente humana tem de mudar de opinião, de desejo, de pensamento, de atitude, de comportamento etc., em relação as situações que a envolve.
- de “plasticidade vivencial”, que é a capacidade que a mente humana tem de se adaptar às suas vivências;
- de “transitoriedade vivencial”, que é a flexibilidade que o fato ocorrido tem de nos permitir mudar as nossas percepções e interpretações, o nosso entendimento dado em determinado momento, por outros, sem alterar o fato em si, sem precisar ressignificar o já existente, o que significou, deu vida psicológica ao acontecido;
- de “imprevisibilidade psicológica”, essa “inconstância psicológica” que nos dá “a possibilidade de mudar” de atitude, comportamento e pensamento em relação a nossa maneira de lidar com as situações que nos envolvem.
- de “percepção psicológica”, que é essa capacidade que a nossa mente tem de perceber psicologicamente o mundo que nos envolve, de acordo com a nossa compreensão em dado momento.
- de “elemento instigador”, que tem a função de influenciar e dá motivos a razão para que ela construa as lógicas psicológicas, que darão vida aos nossos pensamentos, atitudes e comportamentos, que nos guiarão no nosso dia a dia;
- “e a consciência” ser vista como mutável, flexível, transitória e subjetiva e, em termo estrutural, é construída através dos nossos arquivos de memória” e suas lógicas psicológicas arquitetados por todos nós, determinando as regras a seguir, nas nossas posturas individuais e sociais.
Em função do que foi dito, fica claro, que sem novos significados, as nossas ações de sobrevivência fora das regras não aconteceriam, uma vez que, teríamos dificuldades em lidar com as suas consequências, nossas culpas, nossos sofrimentos etc.
Exemplo: comer carne humana para sobreviver. Apesar de estar gravado em nossa mente que é errado, o caminho para sobrevivência é mudar a percepção e interpretação sobre comer carne humana, nessa ou naquela situação.
Percebe-se que, embora o aprendizado do justo, do correto, do permitido, do digno etc., façam parte das nossas memórias, felizmente ou infelizmente, dependendo do que a nossa lógica psicológica, criada por nós, propõe a nossa consciência, ela não consegue impedir que construamos novos entendimentos sobre os nossos conceitos de certo ou errado.
Como já foi dito acima: a nossa consciência é negociável.
É importante frisar: que sem essas negociações, ou seja, essas mudanças de consciência, não seria possível mudarmos as nossas atitudes, comportamentos e pensamentos.
Exemplo: embora tenha consciência que roubar é errado, quando estou envolvido pela fome e não enxergo outra saída, posso mudar o entendimento sobre pegar algo de alguém para comer, não com o sentido de roubar e sim, saciar a minha fome e não morrer, sobreviver.
Acordemos!
Lutar por uma sociedade mais justa, mais humana, mais igualitária, passa a ser de fundamental importância para o país, para o povo e para as nossas sobrevivências psicobiológicas. Menos necessidades extremas, menos distúrbios mentais e psicológicos, menos violências, menos sofrimentos.
Nota. O artigo não visa os casos de doenças mentais.
Autor: Cláudio de Oliveira Lima – Psicólogo – Idealizador e Especialista do Autogerenciamento Vivencial (AGV) e desenvolvedor de uma Psicologia com uma visão Quântica.

