
AUTOPERCEPÇÃO
2 de abril de 2025O que se percebe na relação pessoa e seus conflitos, é que existe uma tendência em ignorar que “o modo de ser está dentro de cada um de nós”. Somos nós, que o elaborando por meio das nossas percepções e interpretações psicológicas, dando vida a lógicas psicológicas que irão nos guiar psicologicamente.
Sendo assim, fica claro, que a nossa “qualidade de vida” depende das nossas “escolhas”, já que é estruturada por lógicas psicológicas, nada de emocional ou inconsciente.
Infelizmente, muitos de nós, não percebem isso e constroem suas realidades com percepções e interpretações psicológicas inadequadas, construindo atitudes, comportamentos e pensamentos que cunham sofrimentos, conflitos, quadros depressivos etc. e no aprisionam a eles, dificultando a sua superação.
Ignoram que para cada decisão tomada, cada comportamento assumido, haverá sempre “consequências” e que elas produzirão certos “custos” vivenciais, que terão que ser pagos, querendo ou não.
Fechar os olhos para os nossos conflitos ou criar justificativas para a sua sobrevivência psicológica, não é o caminho correto.
Será que estamos ficando irresponsáveis, sem autoamor em relação a nós próprios?
Será por que ficamos indiferente as nossas vidas?
Será que essa sociedade está roubando a nossa alma?
E assim vai…….
Logo, é de extrema importância “prestar toda atenção sobre a natureza das nossas percepções”, já que são elas que darão sentido as nossas interpretações que, por sua vez, instigarão a mente na estruturação das lógicas psicológicas que nos conduzirão nessa caminhada pela vida.
Por exemplo: Uma percepção inadequada sobre um acontecimento, nos prenderá a uma situação de conflito, portanto, é essencial estar atento às consequências das percepções feitas. Só assim, evitaremos ser envolvidos psicologicamente por elas e por suas lógicas psicológicas inadequadas.
Como é valioso ter “consciência” do alcance daquilo que nos conduz, daí a importância do Autogerenciamento Vivencial (AGV) das nossas percepções.
Sob o olhar da lógica e da autoconsciência e da autorreflexão, as nossas percepções se entregarão ao nosso comando. Só assim, teremos condições de evitar, perceber ou corrigir as dificuldades que, porventura, estejamos vivendo ou a viver.
Exemplo: Se o sofrimento for o elemento instigador das nossas percepções, enquanto não trocarmos por outro, um que desperte bem-estar, não teremos condições de superar o sofrimento.
Caso não façamos a troca, nos prenderemos de tal forma a esse sofrimento, que seremos incapazes de vislumbrar outra forma de viver, porque teremos que alimentá-lo, pra mantê-lo vivo na nossa consciência.
Sem dúvida, será um obstáculo na análise e entendimento da realidade em que nos encontramos.
A grande ameaça psicológico é que “a qualidade” das nossas percepções depende “da nossa maturidade e saúde psicológica e de novos conhecimentos”. Sem eles, não haverá como evoluirmos cognitivamente e psicologicamente.
Precisamos estar a autoconsciente e autorreflexivo sobre tudo que nos acontece em termos psicológicos. Se não…
Também é importante destacar que cada pessoa no seu processo de percepção terá como ponto de referência as seguintes opções:
O mundo da imaginação:
Esse mundo nos dá uma variedade enorme de percepções, só que irreais. Com elas poderemos formular qualquer explicação ou justificativa para o que está acontecendo conosco. Porém, ao fugirmos do mundo real, pagaremos alto preço, pois viveremos em função do que imaginamos e das suas consequências.
O mundo da realidade:
Ao ficarmos à procura de culpados pelo nosso desequilíbrio psicológico, fatalmente seremos envolvidos por um estado de estagnação mental e esse, por sua vez, nos impedirá de agir de forma consciente e reflexiva na solução dos nossos conflitos.
Cuidado! Ao considerarmos terceiros ou figuras que representam o mal, como responsáveis por tudo que nos acontece de ruim, estaremos, na realidade, justificando a falta de responsabilidade conosco. E o que é pior, agregaremos às nossas atitudes, alto custo vivencial.
Experiência passada:
Quando temos como referência vivencial ou psicológica experiências ruins, ficaremos prisioneiros dessas percepções, o que nos impedirá de encontrar soluções adequadas para nossos conflitos. Nesse caminhar da vida, o custo vivencial será alto, porque perderemos a perspectiva de uma vida melhor.
Experiência atual:
No mundo presente precisaremos, primeiramente, analisar a situação, para aí sim, sabermos se a percebemos corretamente e a decisão tomada será a correta ou não.
Enfim! Como é fundamental desenvolver a nossa consciência sobre elas, uma vez que que todo processo psicológico de autotransformação começa por meio dela.
Autor: Cláudio de Oliveira Lima – Psicólogo – Idealizador e Especialista do Autogerenciamento Vivencial (AGV) e desenvolvedor de uma Psicologia com uma visão Quântica.