Mente Fragmentada e o Autogerenciamento Vivencial

Mente Fragmentada e o Autogerenciamento Vivencial

26 de agosto de 2019 Off Por Claudio Lima

Num mundo fragmentado de compromissos e obrigações, não há como não ter uma mente perdida, desorientada, insegura do caminho a seguir, das escolhas que há de fazer……

Infelizmente, nos perdemos cada vez mais nesse emaranhado de compromissos e obrigações e como consequência as nossas mentes também fragmentaram. Nelas, não há mais espaço para ser ter uma autossatisfação contempladora e duradoura e ainda mais apavorante, nem para a felicidade que ficava à espera de um determinado momento para se fazer presente.

Essa forma de viver nos está levando cada vez a nos aprofundar nos nossos vazios existenciais, nos levando a vivenciar quadros ansiosos, depressivos de maneira ininterrupta, uma vez que os ciclos de exigências, se sucedem de tal maneira que não há mais espaço entre um e outro. Ao resolver um o outro o sucede imediatamente. Infelizmente a autossatisfação está deixando de morar nos nossos pensamentos.

Veja que interessante: T= E/V, logo com a velocidade dos ciclos de exigências cada vez rápido e o espaço entre os acontecimentos cada vez menor, logo o nosso tempo está cada vez menor.

Sendo assim, os momentos se sucedem tão rapidamente que não sobra tempo para curtir as nossas realizações. Está cada vez menor aqueles espaçados que nos permitiam saborear os momentos de conquistas sem sermos envolvidos por nenhum outro tipo de problema. Logo manter-se psicologicamente equilibrado com a mente fragmentada está se tornando impensado.

Ao vivermos nessa velocidade incrível, as 24 horas estão se tornando insuficiente para atender tantos compromissos e, as nossas mentes estão ficando sem espaço para curtir as nossas realizações.

A autossatisfação nesse viver está ficando de lado, perigosamente esquecida, já que em nossas mentes há cada vez menos espaço para sentimentos do tipo: de nos sentirmos satisfeitos, realizados após termos resolvido esse ou aquele compromisso ou essa ou aquela obrigação.

A vida está adquirindo um outro sentido. Só sinto paz quando percebo que entre um compromisso e outro há ausência de compromisso.

Nesse caminhar, precisamos acordar para a nossa natureza humana, nos autoconscientizar que somos parte dessa mãe natureza e não chips que obedecem a comandos eletrônicos e ideológicos, antes que a escuridão nos aposse.

Para refletir!

O desejo da sociedade contemporânea é anular ou extirpar do nosso DNA os cromossomos responsáveis pelos nossos sentimentos; seja por meio da genética ou criando chips sejam: eletrônicos, químicos ou de ideologias.

Prestaram atenção que os jovens estão cada vez mais sendo educados a não pensar, a não analisar as consequências dos seus atos e somente em aprender a realizá-los. São extirpados da sua mente, informações passadas que o ajudariam avaliar o rumo que a sua vida está tomando.

Não há como haver enfrentamento de conhecimentos se eles os desconhecem.

Não há como eles avaliarem o que não viveu, o que se desconhece.

Essa é a arma da sociedade contemporânea.

Autor: Cláudio de Oliveira Lima – Psicólogo – Idealizador e Especialista do Autogerenciamento Vivencial.